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É provavelmente o ano em que mais coisas mudam. A criança começa a andar, começa a apontar e começa a dizer palavras — e as três coisas estão ligadas: andar dá-lhe acesso ao mundo, apontar dá-lhe uma forma de o pedir, e a palavra chega logo a seguir.

Aqui encontra o que acompanha essa explosão: empilháveis, brinquedos de arrastar, contos, personagens sonoros e brinquedos de causa-efeito.

Está dentro de brinquedos por idade. Antes: 6 aos 12 meses. Depois: 2 aos 3 anos.

Apontar é o que há que observar

Há um gesto que prevê o desenvolvimento da linguagem melhor do que qualquer outra coisa nesta idade: apontar para partilhar. Não apontar para pedir — isso chega antes e é mais simples —, mas apontar para um cão na rua e virar-se para ver se também o viste.

Esse gesto significa que a criança percebe que na cabeça do outro há uma atenção que se pode dirigir. É a base de toda a comunicação posterior, e aparece entre os 12 e os 15 meses.

Os brinquedos que mais o favorecem são os que dão que falar entre dois: contos com imagens grandes, animais, coisas que fazem algo inesperado. Não é preciso que o brinquedo fale; é preciso que dê motivo para falar.

Atirar coisas ao chão não é provocação

É a outra grande experiência do ano, e provavelmente a que mais paciência consome. A criança larga a colher da cadeira da papa, olha onde cai, e espera que lha devolvas para voltar a fazê-lo.

Está a estudar duas coisas ao mesmo tempo: que os objetos caem sempre para baixo e que os seus atos provocam uma reação em ti. A segunda é a interessante — é a sua primeira descoberta de que pode iniciar uma interação e sustentá-la.

Daí os brinquedos de causa-efeito funcionarem tão bem: carregar e soar, empurrar e rolar, empilhar e cair. Cada um confirma que o mundo responde.

O arrastar e o andar

Os brinquedos de arrastar têm uma função que vai além do óbvio: obrigam a rodar a cabeça e o tronco enquanto se caminha, e isso é trabalho de equilíbrio e coordenação a sério.

Sobre os andarilhos convém um aviso honesto: os de empurrar — os que a criança leva à frente e que já caminha sozinha — são úteis. Os andarilhos com assento onde se mete o bebé são desaconselhados pelos pediatras, porque o põem de pé antes de tempo e numa postura que não adota sozinho.

Perguntas frequentes

Que brinquedos ajudam a linguagem aos 18 meses?

Os que dão motivo para falar entre duas pessoas: contos com imagens grandes, animais, objetos que fazem algo inesperado. O que importa não é que o brinquedo emita palavras, mas que provoque que um adulto e uma criança olhem para o mesmo e comentem.

É normal que aos 18 meses diga muito poucas palavras?

Há bastante variação normal, mas convém olhar mais para o gesto do que para o número de palavras: se aponta para partilhar, percebe o que se lhe pede e procura o olhar do adulto, o prognóstico costuma ser bom. Se isso não aparece, vale a pena consultar um terapeuta da fala sem esperar.

Os andarilhos são bons?

Os de empurrar sim. Os andarilhos com assento são desaconselhados pelas sociedades de pediatria, porque colocam o bebé de pé antes de o corpo estar preparado e numa postura que não adota sozinho.

Porque atira tudo ao chão uma e outra vez?

Porque está a comprovar duas coisas: que os objetos caem sempre para baixo e que as suas ações provocam resposta no adulto. É a sua primeira experiência de causa-efeito social.