Educação emocional
El monstruo de colores – História
El monstruo de colores – Peluche
Uma criança não consegue gerir uma emoção que não sabe nomear. Antes de “acalmar” há um passo prévio que se salta muitas vezes: dar-se conta do que lhe está a acontecer e conseguir pôr-lhe uma palavra. Esse é o trabalho a sério, e por isso começa pelo vocabulário.
Aqui encontras jogos de identificação de emoções, roletas e torres para conversar, fotoimagens com caras reais, e álbuns ilustrados sobre a zanga, o medo, a tristeza e a autoestima.
Faz parte de tipo de jogo e relaciona-se com o jogo cooperativo.
Os três passos: reconhecer, nomear, regular
- Reconhecer. Notar o que se passa no corpo: o coração acelerado, o nó na barriga, o calor na cara. Muitas crianças chegam aos seis anos sem nunca terem prestado atenção a isso.
- Nomear. Pôr-lhe uma palavra. E aqui há margem enorme: a maioria das crianças maneja três ou quatro — contente, triste, zangado, com medo — quando o mapa real inclui frustrado, desiludido, com ciúmes, envergonhado, nervoso, aliviado. Cada palavra nova é uma ferramenta nova.
- Regular. Fazer algo com isso. E só é possível quando os dois passos anteriores estão feitos.
Porque o livro funciona melhor do que a conversa direta
Perguntar a uma criança zangada "porque estás zangado?" quase nunca resulta: em pleno sequestro emocional não tem acesso à linguagem reflexiva, e ainda por cima fica sob os holofotes.
O álbum ilustrado resolve isso pela via indireta. Fala de uma personagem, não dela, e essa distância é justamente o que lhe permite reconhecer-se sem se sentir apontada. Um livro sobre um monstro que rebenta permite depois dizer "a mim também me acontece" a partir de um lugar seguro.
Duas condições para funcionar: lê-lo a frio, não durante a birra, e não rematar com moral da história.
Emoções, autismo e alexitimia
Para muitas crianças com autismo, identificar emoções — próprias e alheias — não é intuitivo, e aí o material visual explícito deixa de ser um apoio para se tornar a ferramenta principal. As fotoimagens com caras reais funcionam melhor do que os desenhos, porque as caras reais são as que terá de ler lá fora.
Convém ter presente algo que se esquece: a dificuldade pode estar também em reconhecer as próprias emoções. Uma criança pode estar profundamente angustiada e não saber que está. Trabalhar a ligação entre a sensação corporal e a palavra costuma ser mais útil do que começar por interpretar caras alheias.
Perguntas frequentes sobre jogos das emoções
Com que idade se pode começar a trabalhar as emoções?
A partir dos 2-3 anos, nomeando o que acontece no momento: "estás zangado porque querias continuar a brincar". Aos 4-5 já se podem usar jogos de identificação, e a partir dos 6 pode trabalhar-se a regulação de forma mais explícita.
O que faço quando o meu filho tem uma birra?
Durante a birra, pouco: acompanhar, manter a calma e garantir a segurança. O cérebro nesse momento não está disponível para raciocinar. O trabalho a sério faz-se depois, a frio, e antes, antecipando as situações que se sabe que a transbordam.
Os jogos das emoções servem para crianças com autismo?
Sim, e costumam ser especialmente necessários. Funcionam melhor os materiais com fotografias de caras reais do que os desenhos, e convém incluir o trabalho sobre as sensações corporais próprias.
Quantas emoções deveria uma criança saber nomear?
Não há um número oficial, mas há uma ideia útil: quantas mais, melhor regula. Passar de quatro etiquetas para dez ou doze faz uma diferença real, porque permite distinguir "frustrado" de "zangado".