2 – 3 anos
Mini frasco sensorial luminoso
Tapete base sensorial – Tabuleiro de exploração
Aos dois anos aparece a capacidade que mais muda a brincadeira de toda a infância: que um objeto possa representar outra coisa. Uma banana é um telefone, uma caixa é um carro, um boneco come de um prato vazio. Antes disto brincar era manipular; a partir daqui é contar.
Aqui encontra o que acompanha esse salto: personagens e sets de conto, encaixes, primeiros jogos de imitação, canções e material de linguagem.
Está dentro de brinquedos por idade. Antes: 1 aos 2 anos. Depois: 3 aos 6 anos.
Porque o jogo simbólico importa tanto
Quando uma criança usa um pau como se fosse uma colher, está a fazer algo mentalmente idêntico ao que faz ao usar a palavra "colher" para se referir a uma colher que não está à frente: fazer com que uma coisa represente outra.
Por isso o jogo simbólico e a linguagem andam tão juntos, e por isso em terapia da fala se observa com tanta atenção: uma criança que não simboliza na brincadeira costuma ser uma criança a quem a linguagem também está a custar.
Favorece-se com material pouco definido e com um adulto que brinque a sério. Um set de personagens de um conto conhecido funciona especialmente bem, porque lhe dá uma história de partida que pode repetir e depois modificar.
O "eu sozinho" e as birras, que são a mesma coisa
Aos dois anos a criança descobre que é uma pessoa com vontade própria, e testa-o constantemente. A frustração desta idade tem quase sempre a mesma forma: quer fazer algo que ainda não consegue, e não tem linguagem suficiente para explicar o problema.
A compra que melhor funciona neste intervalo é a que lhe permite conseguir algo sozinha. Um encaixe que sai à primeira, um copo por onde consegue beber sozinha, personagens que pode colocar como quiser. Cada pequena conquista autónoma baixa o nível geral de frustração mais do que qualquer técnica de gestão de birras.
E ao contrário: os brinquedos demasiado difíceis para a idade não estimulam, transbordam.
Repetir a mesma história quarenta vezes
É a etapa do mesmo conto todas as noites, da mesma canção, da mesma sequência de brincadeira. Esgota o adulto e é exatamente o que a criança precisa.
A repetição é o que lhe permite antecipar, e antecipar é o que lhe dá segurança e lhe deixa espaço mental para reparar em detalhes novos. À quinta vez que ouve um conto não está a ouvir o mesmo que à primeira: está a ouvir as palavras, porque a história já a sabe.
Perguntas frequentes
O que é o jogo simbólico e quando aparece?
É usar um objeto para representar outro — uma caixa como carro, um pau como colher — e começa por volta dos 18-24 meses. É uma capacidade mental da mesma família que a linguagem: em ambos os casos algo representa outra coisa.
Que brinquedos vão bem para uma criança de 2 anos?
Encaixes que consiga resolver, personagens e sets de conto para imitar situações, material de imitação da vida diária e contos com imagens claras. O critério útil é que consiga fazê-lo sozinha.
Porque quer o mesmo conto todas as noites?
Porque a repetição lhe permite antecipar, e antecipar dá-lhe segurança. Além disso, quando já sabe a história, a atenção fica livre para reparar nas palavras e nos detalhes.
Algum brinquedo ajuda com as birras?
Indiretamente, sim. A maioria das birras desta idade nasce de querer fazer algo que ainda não se consegue e não ter palavras para explicar. Um material que a criança resolva sozinha baixa a frustração de fundo muito mais do que qualquer técnica aplicada em pleno.