Vibração
Rerek – Estimulador Vibratório Orofacial
Novafon Power 2
Cabeça de forquilha Z-Vibe
Lip Toner – Cabeça Squeezer
Um vibrador orofacial não substitui o exercício: prepara-o. A vibração aplicada sobre lábios, língua, bochechas ou pavimento da boca desperta a propriocepção de uma zona que o paciente muitas vezes não sente bem, e a partir daí o trabalho ativo rende mais.
Aqui estão os estimuladores vibratórios que os terapeutas da fala usam, com as suas cabeças intercambiáveis: Rerek, com cabeças de trabalho específicas; Novafon, com a sua gama de reabilitação — colher, azeitona, disco plano, pellet —; Sensi da Talk Tools, recarregável; e os packs de Z-Vibe, com secção própria.
A escolha depende de três coisas: a zona que quer estimular, se precisa de vibração contínua ou intermitente, e se o aparelho vai ser manejado pelo terapeuta ou pelo próprio paciente.
Combina bem com mastigação e com lábios, língua e mais. Para estímulo sustentado entre sessões, veja bandagem neuromuscular.
Para que serve a estimulação vibratória
A vibração faz três coisas ao mesmo tempo, e por isso se tornou tão habitual na sessão.
Desperta a sensibilidade. Numa criança com hipotonia ou num adulto com sequelas neurológicas, a boca pode ser uma zona com pouca informação sensorial. A vibração devolve essa informação e faz com que o paciente localize onde está a sua língua.
Normaliza o tónus. Aplicada de forma curta e intermitente ativa; aplicada de forma sustentada, relaxa. A mesma ferramenta serve para dois objetivos opostos consoante o modo de uso.
Quebra a defesa oral. Em pacientes com hipersensibilidade, começar por fora — bochecha, mandíbula — e aproximar-se aos poucos permite entrar na boca sem desencadear rejeição.
Como escolher a cabeça
Cabeças pequenas e arredondadas
Para pontos concretos: freio, ponta da língua, comissuras. São as mais usadas em trabalho de precisão.
Cabeças grandes e texturadas
Para superfícies amplas — bochechas, mandíbula — e para o primeiro contacto com pacientes defensivos.
Cabeças de colher e de alimentação
Permitem levar a vibração ao momento da refeição. São a porta de entrada para o trabalho de deglutição e alimentação.
Cabeças de elevação lingual
Desenhadas para colocar a língua contra o palato e trabalhar o ponto de apoio, base da deglutição madura.
Perguntas frequentes
Quanto tempo se aplica a vibração?
Em trabalho de ativação, séries curtas de poucos segundos por zona, repetidas. Em relaxamento, aplicações mais longas e contínuas. Sempre abaixo do limiar de desconforto do paciente.
Pode usar-se em bebés?
Com material específico e critério profissional, sim. Existem cabeças e potências pensadas para lactentes, sobretudo em trabalho de sucção e alimentação.