Linguagem
“Escuela de monstruos” – Jogo de rimas e linguagem
Puzzle búho botón – Juego de mesa de observación y escucha
Picto palabra – Juego de vocabulario
Palabrea
Carros de madeira – Arco-íris
A linguagem não se trabalha num canto: trabalha-se o dia todo. Mas é preciso um sítio onde estejam as coisas que fazem uma criança falar — porque falar do nada não acontece, e as melhores conversas de uma sala de pré-escolar surgem quando há um objeto à frente.
Aqui encontra material que dá que falar: fotoimagens por campos semânticos, cartões de sequências temporais, lotos de associação, jogos de rimas, roletas para inventar histórias, dicionários visuais de profissões e álbuns ilustrados.
Faz parte dos cantos de aprendizagem e anda de mãos dadas com o canto de leitura e escrita.
O problema do canto da linguagem: falar sozinho não dá
Todos os outros cantos funcionam a solo. Uma criança classifica, constrói ou traça sem ninguém ao lado. O da linguagem não: precisa de um interlocutor. E é essa a razão por que costuma ser o canto pior resolvido da sala.
Há três maneiras de o resolver, e nenhuma passa por a educadora estar lá o tempo todo:
A pares, com material que obriga a falar. Os lotos de associação ou as caixas classificadoras geram turnos naturais: um pede, outro dá.
Material com resposta incorporada. Os puzzles de sons e os puzzles duo autocorrigem-se — encaixam ou não —, por isso a criança pode usá-los sozinha e ainda assim está a processar vocabulário.
Com o adulto, mas em rotação curta. Dez minutos com três crianças rendem mais do que meia hora com doze. E se é preciso escolher onde pôr esses dez minutos, é aqui.
As fotoimagens: porquê foto e não desenho
Parece um pormenor de design e não é. Um desenho de uma maçã é uma maçã, sempre igual. Uma fotografia tem brilho, sombra, um lado mais vermelho e talvez uma folha. Parece-se com a maçã real, que é o que a criança vai encontrar lá fora.
A consequência prática é que a palavra generaliza melhor. Uma criança que aprende "cão" com um pictograma reconhece o pictograma; quem o aprende com várias fotos de cães diferentes reconhece cães.
Organizadas por campos semânticos — as profissões, as estações, a casa, os animais — servem ainda para o que mais custa depois: categorizar. "Isto vai com isto porque os dois são…" é uma frase muito mais difícil do que parece.
Quatro coisas que se podem fazer com o mesmo material
- Nomear. O nível mais básico e o que se esgota primeiro.
- Descrever sem nomear. "É comprido, amarelo e descasca-se." Obriga a procurar atributos e adjetivos.
- Classificar e justificar. Agrupar e dizer porquê. Aqui aparece o "porque", porta de entrada da sintaxe complexa.
- Narrar. Com as sequências e as roletas de histórias. É o mais difícil e o que mais prevê a compreensão leitora posterior.
O mesmo loto serve para os quatro níveis. O que muda não é o material, é o que se pede à criança enquanto o usa.
Perguntas frequentes
Que material precisa um canto da linguagem no pré-escolar?
Com quatro coisas cobre-se quase tudo: fotoimagens por campos semânticos, cartões de sequências temporais, um loto ou jogo de associação e dois álbuns ilustrados. A partir daí, rimas e roletas de histórias alargam para consciência fonológica e narrativa.
É o mesmo que material de terapia da fala?
Sobrepõem-se bastante, mas não é o mesmo. O material de terapia escolhe-se por componente linguística e objetivo terapêutico, em sessão individual. O canto da linguagem escolhe-se por outra coisa: que funcione a pares ou em pequeno grupo, sem adulto permanente.
Como se usa se as crianças não sabem ler?
Precisamente por isso o material é todo visual: fotografias, sequências em imagens, puzzles de associação. Não é preciso ler nada.
Quantas crianças cabem de cada vez?
Duas ou três. É um canto de conversa, e a partir de quatro passa a ser um canto onde falam duas e ouvem as outras.