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Fantoche de mão – Animais

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Os animais são, de longe, o tema preferido das crianças pequenas. E isso, que parece uma anedota, tem uma consequência muito prática: quando o material é de animais, a criança fala mais, mantém a atenção mais tempo e participa sem ser preciso convencê-la.

Aqui encontras quintas de madeira com os seus animais, conjuntos de animais soltos, árvores e elementos de bosque, encaixes de formas, lotos de animais, e marionetas de mão e fantoches de dedo.

Faz parte do jogo simbólico e de imitação e combina-se muito bem com os mini mundos.

Porque os animais funcionam tão bem na linguagem

  • Onomatopeias. Muu, méé, cocorococó. São as primeiras "palavras" que uma criança produz porque são fáceis de articular e muito reforçadoras. Para crianças que ainda não falam, o animal é a porta de entrada.
  • Vocabulário com estrutura clara. Categoria (animal), subcategoria (quinta, bosque, mar), atributos (grande, peludo, com cornos) e partes (pata, cauda, bico).
  • Verbos. Corre, salta, voa, nada, come, dorme. Os animais fazem coisas, e isso dá verbos sem os forçar.
  • Comparação e classificação. Os que voam e os que não, os que vivem na água, os grandes e os pequenos.

Os fantoches: a ferramenta mais subvalorizada

Um fantoche de dedo custa pouco e faz algo que nenhum outro material consegue: fala o fantoche, não a criança. Essa diferença muda tudo com crianças tímidas, com mutismo seletivo ou que bloqueiam quando se lhes pergunta diretamente. Muitas crianças que não respondem a um adulto respondem a um coelho de pano.

Em terapia da fala usam-se ainda para modelar: o fantoche engana-se e a criança corrige-o, o que inverte os papéis e a coloca na posição de perita. E para trabalhar vezes de fala, porque o fantoche espera, interrompe ou fica calado conforme convier.

Para casa, a vantagem é que o fantoche permite representar situações difíceis — o primeiro dia de escola, uma ida ao médico — sem falar delas de frente.

A quinta como cenário completo

Uma quinta não é um brinquedo, é um cenário: tem um espaço delimitado, personagens com papel próprio, rotinas — dar de comer, ordenhar, fechar a cerca — e lugar para acontecer qualquer coisa. Por isso aguenta anos de jogo enquanto a história se vai complicando.

Dos 18 meses aos 3 anos o jogo é sobretudo manipular e nomear. Dos 3 aos 5 aparece a narrativa: o cavalo foge, é preciso procurá-lo. A partir dos 5 a história torna-se social. O mesmo material, três jogos diferentes.

Perguntas frequentes sobre animais de brincar e quintas

Com que idade se oferece uma quinta de brincar?

A partir dos 18-24 meses com animais grandes, coincidindo com o início do jogo simbólico. O uso mais intenso chega entre os 3 e os 5 anos.

Porquê animais de madeira e não de plástico?

Por peso e por tato: a madeira pesa, nota-se na mão e transmite informação sensorial que o plástico não dá. Além disso costumam ser mais sóbrios no detalhe. Dito isto, o plástico lavável tem vantagens reais em consulta.

Para que servem os fantoches de dedo em terapia da fala?

Para que a criança fale através de uma personagem em vez de falar ela, o que reduz muito a pressão. Usam-se com timidez e mutismo seletivo, para trabalhar vezes de conversa e para modelar frases.

Servem para crianças que ainda não falam?

Muito bem. As onomatopeias são produções simples e muito motivadoras, e costumam aparecer antes das palavras. Nomear o som do animal, esperar e celebrar qualquer aproximação é uma das estratégias mais eficazes na estimulação precoce da linguagem.